domingo, 22 de dezembro de 2013

Paulinha, Minha Menina Dos Cabelos Cacheados...


Em 31 de Dezembro de 1986, minha vida encontrou um novo sentido com a sua chegada! 
A sua presença tomou conta dos meus dias e das minhas noites. 
A emoção de tê-la em meus braços, pela primeira vez, solidificou em mim a certeza da existência de Deus!
E em cada Natal que se aproxima, é você Paulinha que vejo renascer ao meu lado, em forma de anjo, cheia de luz, de alegria e de coragem!
Meu talismã que trago sempre dentro do meu coração. 
Minha melhor obra de arte... 
Ser mãe já é uma dádiva. Ser sua mãe, Paulinha, é um privilégio! 
Obrigada pela sua companhia de todos os dias e de todos os Natais.
Espero que continue sempre com esse diferencial, cuja simplicidade se transforma em beleza aos olhos de quem consegue lhe perceber.
Feliz Natal, Minha Menina! 




terça-feira, 29 de outubro de 2013

Superstições... Você as tem? 



Ontem,  ao entardecer,quando eu estava lendo recostada ao sofá da sala, surgiu ao meu lado esquerdo uma pequena borboleta, batendo constantemente suas asas negras. 
Ao olhá-la com mais atenção comecei a sentir um certo calafrio. 
Não entendi de onde ela havia surgido, já que todas as portas e janelas do ambiente estavam fechadas. Provavelmente ela devia ter entrado por alguma pequena fresta de alguma porta, quem sabe.
Fiquei a contemplá-la por alguns momentos. De repente, ela parou de voar de um lado para o outro. No entanto suas asas continuavam fazendo pequenos e suaves movimentos.

Saí da sala e fui fazer outras atividades. Porém não me esqueci da forma como aquela pequena borboleta de asas negras me causou uma forte impressão.

Hoje, logo que acordei, fui apagar as luzes da varanda e percebi que ela ainda estava no mesmo lugar onde eu havia deixado. Porém não se mexia mais. Estava morta! 
Tive uma sensação de melancolia invadindo o meu ser.

Algumas horas mais tarde, uma das minhas irmãs, que mora em outra cidade, me telefonou para me avisar que Tia Socorro, irmã de meu pai, havia falecido naquela manhã... 
Automaticamente, associei a visita daquela borboleta à uma provável despedida de minha tia. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Para mim a felicidade mora em Casa.

Uma das maiores dádivas que a vida já me proporcionou foi o privilégio de ter  nascido e poder continuar vivendo numa casa. Foram vários os tipos, até hoje!

A casa de sítio, embora pequena, se tornava enorme, pois ao seu redor surgiam inúmeras árvores frutíferas, cujas sombras nos serviam de local preferido para as minhas brincadeiras de criança. Cada árvore se transformava, conforme minha imaginação, num palácio, numa igreja, numa escola, etc... Um pequeno rio que se agigantava diante dos meus pequenos olhos, nos dias de muita chuva, parecia não ter nem início nem fim. Adiante,  uma estrada que se escondia numa curva sinuosa que dava acesso aos demais sítios, de parentes, de amigos, e, consequentemente, a outras localidades;

A casa de fazenda do meu avô, cujas varandas durante o dia serviam de local para espalhar e secar os cereais trazidos das roças, quando à noite chegava acolhia vários personagens das redondezas, ansiosos por estórias de "Trancoso" e por leituras de cordel, que ditadas pelas vozes de minhas tias, serviam muitas vezes para embalar os meus sonhos, quando acabava adormecida no colo de minha mãe;

Já na adolescência,  eu morei numa casa próxima à praia. Tinha uma pequena varanda e uma grande calçada com várias cadeiras de balanços, onde alguns jovens de cleros e  idades diferentes costumavam, nos fins de semana, transformá-las em palco para inúmeras apresentações de tímidos e talentosos artistas da vizinhança,  cujos sons de violões e de vozes diferenciadas se fundiam num grande e alegre concerto de serenatas;

 Essas ricas imagens que nutriram minha alma de belas e doces recordações durante todos esses anos, me motivaram  a cultivar a preferência em morar numa casa, que atualmente fica próxima ao Lago, que apesar das inúmeras tarefas cotidianas que exigem para sua manutenção, a sensação de liberdade compensa todos os esforços desprendidos. Quase todas as manhãs sou contemplada com um sol maravilhoso que vem encher, com seus raios dourados, quase provocadores,  as folhas do gramado, das palmeiras e dos coqueiros de meu jardim. Os pássaros contudo, nem disfarçam tamanho contentamento... Fica até difícil, em algumas ocasiões, parecer triste diante desse imenso e gratuito espetáculo da natureza...



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O Natal e Seu Poder de Transformação !

Onde quer que você esteja, dentro ou fora do país ou em qualquer região do nosso planeta, tudo se transforma com a aproximação do Natal.
A paisagem vai mudando pouco a pouco e todo o encanto vai aparecendo, mesmo naquelas velhas e toscas regiões nordestinas, já tão calejadas pelo sol constante do ano inteiro, que vão adquirindo uma nova pastagem... 
O vento vai chegando e sua velocidade é capaz de soprar e de balançar as folhas daquelas velhas carnaubeiras que já tinham se esquecido de que faziam parte daquela paisagem!
Depois do vento vem a expectativa de cair uma chuva que, com seus tímidos pingos d'água, vai acalentando aqueles rios secos e endurecidos, como uma promessa de dar curso aos seus leitos.

Assim como na paisagem, a aproximação do Natal também é capaz de exercer, de certa forma, influência sobre o espírito da maioria das pessoas. Mesmo sobre aquelas que pensavam que haviam perdido sua capacidade de sorrir, de dividir e de se doar. Com a aproximação do Natal elas ficam menos suscetíveis, mais tolerantes e com maior capacidade de perdoar. 

É uma pena que, para muitos, a magia do Natal só dure por uma noite!
No dia seguinte, todos acordam daquele encanto e tudo volta a ser como que era antes...

quarta-feira, 14 de março de 2012

Minha Casa - Meu Santuário

Citando Clarissa Pinkola em seu livro Mulheres Que Correm Com Os Lobos   


A psique e alma das mulheres também tem seus próprios ciclos e estações de atividade e de solidão, de correr e de ficar, de se envolver e de se manter distante, de procura e de descanso, de criar e de incubar, de participar do mundo e de voltar ao canto da alma...
Minha casa representa para mim o meu santuário e o meu refúgio.
É nela que consigo chegar até o meu centro. 
E nela sou capaz de permanecer por anos a fio, sem aquela  necessidade de querer percorrer outros lugares, de conhecer outras pessoas e de descobrir novas emoções... 
Me  sinto confortável assim. 

A solidão, para mim, tem um sentido positivo. 
É através dela que eu consigo ouvir minha voz,  organizar meus pensamentos  e idealizar algumas coisas que, devido aos compromissos profissionais, acabo as deixando para trás. 
Alguns amigos até estranham esta minha atitude. Mas os que realmente me conhecem sabem respeitar esse meu comportamento.
Já percorri longos caminhos, onde tive a felicidade de conhecer muitos estrangeiros, e, foi com eles que aprendi e ensinei várias línguas...
Já participei de muitos cleros...
No entanto, é na solidão do meu santuário, que chamo de minha casa, que me sinto em boa companhia.  

terça-feira, 13 de março de 2012

Por Brasíia todos passarão, mas apenas os privilegiados permanecerão...



Há 33 anos atrás, quando cheguei em Brasília, vindo de Fortaleza-CE, ouvi de um falante e sábio taxista esta afirmação.
Naquela ocasião eu tinha apenas 23 anos de idade, cheia de expectativas e de medo, pois era a primeira vez que me ausentava de casa sem a proteção da família, para me aventurar diante de um mundo inteiramente novo para mim.
Para começar até o clima era desanimador.
Uma daquelas tardes de janeiro chuvosa. Eixão sem tráfego de veículos, ladeado por prédios e mais prédios praticamente inabitados. Pelo menos não se via uma viva alma debaixo daqueles prédios uniformes e constantes...
O único barulho, além da chuva, era aquela conversa intermitente do taxista, que insistia em me dizer que minha vida iria mudar totalmente a partir daquele dia, pois como tantas outras pessoas que vinham para Brasília, eu também passaria a fazer parte do rol dos privilegiados, cuja missão era criar oportunidades para outros membros de minha família.
Achei aquilo totalmente descabível, conhecendo o ponto de vista dos meus em relação a qualquer mudança...
Mas como eu dizia no início, o falante e sábio taxista sabia exatamente do que estava se referindo.
Alguns anos se passaram e, realmente, eu consegui me tornar um instrumento de motivação para uma grande parte da minha família resolver vir morar em Brasília.
Como aludiu o taxista, todos passaram, mas apenas os privilegiados permaneceram até hoje.
Já atravessei muitos oceanos. Já conheci lugares maravilhosos e inesquecíveis. No entanto somente aqui me sinto em casa.
Quando retorno de outras cidades e pego o Eixão,  com destino à minha casa, é como se abrissem vários braços para me receberem.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Nem sempre podemos eternizar uma grande amizade...

Já dizia Milton Nascimento, nosso grande compositor e dono de uma das mais belas vozes do cancioneiro brasileiro, " amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves ..."

Mas quem já não passou pelo  grande desafio de ter que abrir mão de uma grande amizade devido algumas situações embaraçosas em que o amigo já nos pregou.

Eu me considero uma pessoa leal, consequentemente sou muito exigente comigo e com as pessoas por quem tenho muita amizade.

Não costumo perdoar uma traição, principalmente vindo de uma pessoa amiga. Pois perdoar é esquecer as mágoas.
Não é fazer de conta que tudo não passou de um mal entendido, uma vez que você entendeu bem o comportamento da outra pessoa.
                               
Quando vem a decepção, com ela vem a confusão desse sentimento, que às vezes confundo com injustiça, com falta de gratidão, falta de lealdade, falta de comprometimento, etc.

Diante da frustração vem a minha dificuldade de lidar com a convivência, uma vez que já construo um muro intransponível entre mim e a pessoa.
Cada dia que passa, mais me distancio dela.
Não se  trata de uma distância física, mas emocional.
Daí, muitas vezes a pessoa não percebe que a minha amizade já não está disponível para ela, e continua insistindo em pleitear por um sentimento que já foi destruído...

Ainda bem que a maioria das pessoas são diferentes de mim. 
Se comportam e reagem de maneira diferente diante de uma traição. Não valorizam tanto os fatos, que para a maioria parecem banais, sem a menor importância e que, para mim, são de enorme dimensão, capazes de causar vários estragos no meu ser e na maneira de  eu passar a ver a outra pessoa a partir de então.
E como é horrível a sensação de perder um  grande amigo, é mais difícil que a de perder um grande amor.